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segunda-feira, 30 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Alguém superior a você é fundamental
Das últimas leituras, me chamou a atenção uma história contada por Stephen Kanitz quando viajou ao lado de um senhor de terno, cara de executivo, lendo a Bíblia. Ele pensou que fosse um daqueles bispos de igrejas que visam o lucro, mas que era na realidade um Vice Presidente de uma empresa subsidiária do grupo Alcoa. Ao se apresentar perguntou porque ele estava lendo a Bíblia, ao que o executivo respondeu: "Como Vice Presidente de uma grande empresa eu tenho muita influência e poder sobre a vida de milhares de pessoas. Se eu não tomar cuidado, este poder pode subir à minha cabeça, o que causaria muita infelicidade. Por isto, acho importante ir todo domingo à Igreja, para relembrar que existe uma pessoa mais poderosa e muito mais sábia do que eu."
Já ouvimos muitas razões para ler a bíblia, orar e ir à Igreja, mas esta é uma ideia nova. Lembrar de Deus não somente para pedir perdão ou para pedir ajuda, mas uma forma para lembrar àqueles que comandam, que tem poder, de ter o bom senso de “baixar a bola”, perceber todo domingo o limite da prepotência, fazer semanalmente alguns atos de humildade, como todos nós.
Muitos daqueles que tem o poder em nossas organizações sejam publicas ou privadas, esquecem em seus atos, que existe algo superior a História, que não vai à Igreja mostrar humildade, nem jogar um balde de água fria na sua própria arrogância. Kanitz escreve que “A nova classe dominante das universidades, da mídia, dos líderes dos movimentos sociais, dos políticos e de muitos intelectuais passou a acreditar que não há ninguém superior a eles, que eles sabem tudo, que farão o que quiserem das instituições que dominam, sem ter que prestar contas a mais ninguém. Para estes, os fins justificam todos os meios dos quais podem lançar mãos, pois infelizmente não enxergam ninguém superior.
Ter alguém superior a você é fundamental, inclusive e principalmente se você lidera pessoas, decidindo parte de suas vidas!
Fonte: www.gestaonegociosecia.blogspot.com
Já ouvimos muitas razões para ler a bíblia, orar e ir à Igreja, mas esta é uma ideia nova. Lembrar de Deus não somente para pedir perdão ou para pedir ajuda, mas uma forma para lembrar àqueles que comandam, que tem poder, de ter o bom senso de “baixar a bola”, perceber todo domingo o limite da prepotência, fazer semanalmente alguns atos de humildade, como todos nós.
Muitos daqueles que tem o poder em nossas organizações sejam publicas ou privadas, esquecem em seus atos, que existe algo superior a História, que não vai à Igreja mostrar humildade, nem jogar um balde de água fria na sua própria arrogância. Kanitz escreve que “A nova classe dominante das universidades, da mídia, dos líderes dos movimentos sociais, dos políticos e de muitos intelectuais passou a acreditar que não há ninguém superior a eles, que eles sabem tudo, que farão o que quiserem das instituições que dominam, sem ter que prestar contas a mais ninguém. Para estes, os fins justificam todos os meios dos quais podem lançar mãos, pois infelizmente não enxergam ninguém superior.
Ter alguém superior a você é fundamental, inclusive e principalmente se você lidera pessoas, decidindo parte de suas vidas!
Fonte: www.gestaonegociosecia.blogspot.com
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Os 5 pulos do gato em vendas
É milenar a arte de utilizar-se das metáforas, para contribuir com a memorização de conceitos. De acordo com o palestrante André Silva em vendas existe 5 pulos do gato, confira abaixo:
1- Pulo da criatividade – o que você está fazendo diferente dos concorrentes e do seu próprio passado?
2- Pulo do risco de compra – o que você está fazendo para superar as objeções que muitos clientes criam como barreira para ações de vendedores?
3- Pulo das perguntas – elabore perguntas inteligentes que façam os clientes pensarem nos problemas que podem ser resolvidos com o que você está oferecendo a eles.
4- Pulo do humor – o humor ajuda na simpatia,“quebra o gelo”. Faça humor de você mesmo e de diversos assuntos, mas nunca exponha um cliente, um colega ou um concorrente. Isso é bola fora!
5- Pulo da marca – o que você faz para a sua própria marca pessoal ser bem vista e bem lembrada pelos clientes? Junto com seus produtos, eles também estão comprando você. Qual é a sua marca?
*Fonte: Blog Gestão, Negócios & Cia
1- Pulo da criatividade – o que você está fazendo diferente dos concorrentes e do seu próprio passado?
2- Pulo do risco de compra – o que você está fazendo para superar as objeções que muitos clientes criam como barreira para ações de vendedores?
3- Pulo das perguntas – elabore perguntas inteligentes que façam os clientes pensarem nos problemas que podem ser resolvidos com o que você está oferecendo a eles.
4- Pulo do humor – o humor ajuda na simpatia,“quebra o gelo”. Faça humor de você mesmo e de diversos assuntos, mas nunca exponha um cliente, um colega ou um concorrente. Isso é bola fora!
5- Pulo da marca – o que você faz para a sua própria marca pessoal ser bem vista e bem lembrada pelos clientes? Junto com seus produtos, eles também estão comprando você. Qual é a sua marca?
*Fonte: Blog Gestão, Negócios & Cia
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Carta de Correção Eletrônica será obrigatória a partir de 2012
Ajuste SINIEF nº 10, de 30.09.2011 – DOU 1 de 05.10.2011
O Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ e o Secretário da Receita Federal do Brasil, na 143ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, realizada em Manaus, AM, no dia 30 de setembro de 2011, tendo em vista o disposto no art. 199 do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), resolvem celebrar o seguinte:
A concessão da Autorização de Uso é resultado da aplicação de regras formais especificadas no Manual de Integração – Contribuinte e não implica a convalidação das informações tributárias contidas na NF-e e identifica de forma única uma NF-e através do conjunto de informações formado por CNPJ do emitente, número, série e ambiente de autorização.
A unidade federada que tiver interesse poderá, por protocolo, estabelecer que a autorização de uso será concedida mediante a utilização de ambiente de autorização disponibilizado através de infraestrutura tecnológica da Receita Federal do Brasil ou de outra unidade federada.”;
A denegação da Autorização de Uso da NF-e, em virtude de:
- irregularidade fiscal do emitente;
- irregularidade fiscal do destinatário, a critério de cada unidade federada;”;
Deve-se transmitir a NF-e para o Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (SCAN) ou para o Sistema de Sefaz Virtual de Contingência (SVC).
Considera-se emitida a NF-e em contingência, tendo como condição resolutória a sua autorização de uso.
Além disso, ficam acrescentados os seguintes dispositivos no Ajuste SINIEF 07/2005, de 30 de setembro de 2005, com as respectivas redações:
As NF-e que, nos termos do inciso II do § 3º da cláusula quarta, forem diferenciadas somente pelo ambiente de autorização deverão ser regularmente escrituradas nos termos da legislação vigente, acrescentando-se informação explicando as razões para esta ocorrência.
A partir de 1º de julho de 2012 não poderá ser utilizada carta de correção em papel para sanar erros em campos específicos de NF-e.
Este Ajuste entra em vigor na data de sua publicação.
*Fonte: www.spednews.com.br
O Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ e o Secretário da Receita Federal do Brasil, na 143ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, realizada em Manaus, AM, no dia 30 de setembro de 2011, tendo em vista o disposto no art. 199 do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), resolvem celebrar o seguinte:
A concessão da Autorização de Uso é resultado da aplicação de regras formais especificadas no Manual de Integração – Contribuinte e não implica a convalidação das informações tributárias contidas na NF-e e identifica de forma única uma NF-e através do conjunto de informações formado por CNPJ do emitente, número, série e ambiente de autorização.
A unidade federada que tiver interesse poderá, por protocolo, estabelecer que a autorização de uso será concedida mediante a utilização de ambiente de autorização disponibilizado através de infraestrutura tecnológica da Receita Federal do Brasil ou de outra unidade federada.”;
A denegação da Autorização de Uso da NF-e, em virtude de:
- irregularidade fiscal do emitente;
- irregularidade fiscal do destinatário, a critério de cada unidade federada;”;
Deve-se transmitir a NF-e para o Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (SCAN) ou para o Sistema de Sefaz Virtual de Contingência (SVC).
Considera-se emitida a NF-e em contingência, tendo como condição resolutória a sua autorização de uso.
Além disso, ficam acrescentados os seguintes dispositivos no Ajuste SINIEF 07/2005, de 30 de setembro de 2005, com as respectivas redações:
As NF-e que, nos termos do inciso II do § 3º da cláusula quarta, forem diferenciadas somente pelo ambiente de autorização deverão ser regularmente escrituradas nos termos da legislação vigente, acrescentando-se informação explicando as razões para esta ocorrência.
A partir de 1º de julho de 2012 não poderá ser utilizada carta de correção em papel para sanar erros em campos específicos de NF-e.
Este Ajuste entra em vigor na data de sua publicação.
*Fonte: www.spednews.com.br
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Saas é mais do que tendência no mercado de TI
Empresas ligadas ao setor de tecnologia da informação estão apostando na busca pela redução de custos em diversas áreas operacionais das grandes empresas transformou-se numa ação habitual no mundo corporativo.
O setor de TI precisou adaptou-se a essa nova realidade. A mudança das empresas forçou os gestores a buscarem opções como a virtualização de servidores e o cloud computing. No entanto, dentro do orçamento de TI, a medida mais usual acaba sendo a redução dos investimentos em novas aquisições de software e hardware.
A principal alternativa encontrada pelas empresas para manter as estruturas de TI sem comprometer os serviços foi a utilização do modelo Software as a Service (SaaS). Nesse sistema de trabalho, o custo total de aquisição (TCO) é reduzido devido à terceirização de alguns serviços de TI da empresa contratante para o fornecedor SaaS.
Esse modelo está ganhando força no mercado e consequentemente atrai resultados positivos. De acordo com os dados de uma pesquisa, em 2011, o mercado de Software as a Service vai representar 30% do volume de novas vendas das licenças de softwares no mundo. A razão para tamanho sucesso consiste no fato do cliente não ter a obrigatoriedade de adquirir a licença de uso. Basta realizar o pagamento de uma taxa mensal baseada no número de funcionários ou funcionalidades que acessam o serviço.
Outra vantagem está em não haver mais a necessidade de contratos de manutenção, pois este fica a cargo do provedor e não da empresa. O usuário passa a usar o software sem se preocupar com as atividades de instalação, manutenção, upgrades, entre outros. O modelo SaaS é fruto da convergência de diversas tecnologias (networking, ferramentas de programação e capacidade computacional) que vem apresentando custos decrescentes.
Estudos mostram que o Custo Total de Propriedade reduz em até 30% em relação ao modelo convencional de compra de licenças de software. Mas, sem dúvida, o principal aliado desse modelo é o fator ambiental. Ecologicamente correto (TI verde), a redução de energia é avaliada em mais de 60% com servidores, no breaks, climatização, não mobilizando a estrutura tecnológica do cliente.
Sem dúvida, o SaaS já é realidade e em breve estará dividindo o mercado igualmente com a compra de novas licenças. Tudo isso devido ao fato da modalidade proporcionar às empresas a redução de custos no setor de TI. E quando o tempo está relacionado à Tecnologia da Informação significa que a mudança pode acontecer antes do que muita gente imagina.
*Fonte: www.primehost.com.br
O setor de TI precisou adaptou-se a essa nova realidade. A mudança das empresas forçou os gestores a buscarem opções como a virtualização de servidores e o cloud computing. No entanto, dentro do orçamento de TI, a medida mais usual acaba sendo a redução dos investimentos em novas aquisições de software e hardware.
A principal alternativa encontrada pelas empresas para manter as estruturas de TI sem comprometer os serviços foi a utilização do modelo Software as a Service (SaaS). Nesse sistema de trabalho, o custo total de aquisição (TCO) é reduzido devido à terceirização de alguns serviços de TI da empresa contratante para o fornecedor SaaS.
Esse modelo está ganhando força no mercado e consequentemente atrai resultados positivos. De acordo com os dados de uma pesquisa, em 2011, o mercado de Software as a Service vai representar 30% do volume de novas vendas das licenças de softwares no mundo. A razão para tamanho sucesso consiste no fato do cliente não ter a obrigatoriedade de adquirir a licença de uso. Basta realizar o pagamento de uma taxa mensal baseada no número de funcionários ou funcionalidades que acessam o serviço.
Outra vantagem está em não haver mais a necessidade de contratos de manutenção, pois este fica a cargo do provedor e não da empresa. O usuário passa a usar o software sem se preocupar com as atividades de instalação, manutenção, upgrades, entre outros. O modelo SaaS é fruto da convergência de diversas tecnologias (networking, ferramentas de programação e capacidade computacional) que vem apresentando custos decrescentes.
Estudos mostram que o Custo Total de Propriedade reduz em até 30% em relação ao modelo convencional de compra de licenças de software. Mas, sem dúvida, o principal aliado desse modelo é o fator ambiental. Ecologicamente correto (TI verde), a redução de energia é avaliada em mais de 60% com servidores, no breaks, climatização, não mobilizando a estrutura tecnológica do cliente.
Sem dúvida, o SaaS já é realidade e em breve estará dividindo o mercado igualmente com a compra de novas licenças. Tudo isso devido ao fato da modalidade proporcionar às empresas a redução de custos no setor de TI. E quando o tempo está relacionado à Tecnologia da Informação significa que a mudança pode acontecer antes do que muita gente imagina.
*Fonte: www.primehost.com.br
Confira em quais Estados terá Manutenção na SVAN
Devido a uma manutenção a Sefaz Virtual do Ambiente Nacional (SVAN) estará indisponível no dia 25/09/2011, das 9h às 21h para os seguintes Estados: ES, MA, PA, PI, RN. Durante esse período os contribuintes poderão utilizar quaisquer alternativas de contingência previstas na legislação, inclusive o SCAN que estará ativo para todos os estados que utilizam a SVAN.
Assinado por: Receita Federal do Brasil
*Fonte: www.nfe.fazenda.gov.br
Assinado por: Receita Federal do Brasil
*Fonte: www.nfe.fazenda.gov.br
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Saiba como vender mais e melhor
De acordo com uma entrevista realizada coma a empresária Amália Sina, da Sina Cosméticos existe muitas maneiras de vender um determinado produto. Entre estas maneiras, Amália destaca 5, que ela considera essencial para o sucesso nas vendas:
1- Mire alto e para cima. No mínimo, conseguirá metade dos objetivos que tem.
2. Estude e leia sobre o que vai vender, porém de forma mais abrangente, mais holística. Tenha assuntos para abordar que não sejam apenas do seu próprio interesse.
3. Aprenda a dominar medianamente os números para que possa tomar decisões rápidas. Tenha de cor os números básicos de sua carteira de clientes, pedidos e linhas de produtos. Não há tempo para consultar o que deveria se de conhecimento diário.
4. Vista-se de acordo com o que gostaria que pensassem de você. A imagem fala muito mais do que se imagina e todos nós somos julgados pela aparência bem cuidada.
5. Invista em técnicas de apresentação e faça cursos para falar corretamente e de forma persuasiva.
*Fonte: www.gestaonegociosecia.blogspot.com
1- Mire alto e para cima. No mínimo, conseguirá metade dos objetivos que tem.
2. Estude e leia sobre o que vai vender, porém de forma mais abrangente, mais holística. Tenha assuntos para abordar que não sejam apenas do seu próprio interesse.
3. Aprenda a dominar medianamente os números para que possa tomar decisões rápidas. Tenha de cor os números básicos de sua carteira de clientes, pedidos e linhas de produtos. Não há tempo para consultar o que deveria se de conhecimento diário.
4. Vista-se de acordo com o que gostaria que pensassem de você. A imagem fala muito mais do que se imagina e todos nós somos julgados pela aparência bem cuidada.
5. Invista em técnicas de apresentação e faça cursos para falar corretamente e de forma persuasiva.
*Fonte: www.gestaonegociosecia.blogspot.com
sexta-feira, 10 de junho de 2011
SPED estará indisponível amanhã
Devido à manutenção elétrica no Serpro, os serviços do SPED estarão indisponíveis neste sábado, dia 11/06, a partir das 5h até no máximo às 7h de domingo, dia 12/06.
Fonte: Receita Federal do Brasil
Fonte: Receita Federal do Brasil
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Viagens de negócio prejudicam saúde
SÃO PAULO - Um novo estudo confirma o que muitos viajantes corporativos já sabiam: frequentes viagens de negócios podem sair caro para a saúde da pessoa.
Catherine A. Richards, estudante de epidemiologia da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou com seus colegas alguns prontuários médicos e dados de viagens de 13.057 pacientes, fornecidos por uma empresa que realiza exames físicos para corporações.
Catherine A. Richards, estudante de epidemiologia da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou com seus colegas alguns prontuários médicos e dados de viagens de 13.057 pacientes, fornecidos por uma empresa que realiza exames físicos para corporações.
Adultos que passavam de 20 a mais noites por mês longe de casa apresentaram propensão 2,5 vezes maior a ter saúde classificada como fraca ou debilitada, em comparação com viajantes que passavam de uma a seis noites longe de casa no mês, de acordo com a análise, publicada em abril em “The Journal of Occupational and Environmental Medicine”.
Quem viajava com mais frequência também apresentou duas vezes maior propensão à obesidade do que quem não saía muito da cidade, indicam os pesquisadores.
Já as pessoas que nunca viajam foram classificadas como menos saudáveis do que as que viajam pouco, mostrando 33 por cento mais probabilidades de ser obesas. Mas a saúde fraca era provavelmente o motivo pelo qual não viajavam, informaram os autores do estudo.
Richards afirmou que esperava que a análise incentivasse as empresas a disponibilizar academias e alimentos mais saudáveis aos funcionários que viajavam muito.
Quem viajava com mais frequência também apresentou duas vezes maior propensão à obesidade do que quem não saía muito da cidade, indicam os pesquisadores.
Já as pessoas que nunca viajam foram classificadas como menos saudáveis do que as que viajam pouco, mostrando 33 por cento mais probabilidades de ser obesas. Mas a saúde fraca era provavelmente o motivo pelo qual não viajavam, informaram os autores do estudo.
Richards afirmou que esperava que a análise incentivasse as empresas a disponibilizar academias e alimentos mais saudáveis aos funcionários que viajavam muito.
*Fonte: www.info.abril.com.br
Fundamentos de uma boa venda
Existem pessoas que acham que só pelo fato de atender com a chamada boa educação, já estão fazendo o suficiente. Atender bem é muito mais do que isso, pois a “boa educação” é o mínimo necessário para um bom convívio em qualquer lugar, mesmo que alguns não se dêem conta disso.
Para quem é profissional de vendas, ou dirige equipe de vendas, não deve esquecer dos fundamentos de uma boa venda:
- As relações com os clientes: não só no contato direto, mas também na satisfação das necessidades que forem percebidas. Há vendedores limitados que pensam que um mínimo de cordialidade já satisfaz. Não funciona assim! TUDO na empresa se relaciona com o cliente, incluindo equipamentos, móveis, paredes, aberturas, mas principalmente as pessoas.
- Atmosfera da venda: o ambiente precisa ter uma energia positiva, com um clima positivo entre as pessoas, cheiros, luzes, temperatura, sons cores e conversas agradáveis e positivas. O melhor é uma mistura de descontração com intensidade e seriedade e informalidade com profissionalismo.
- Resultados positivos: para ser uma boa venda precisa gerar resultados positivos, tanto em lucratividade, como em fidelização e indicação de clientes novos, pelos clientes atuais e atração de novos clientes pela repercussão dos resultados.
Estes fundamentos parecem óbvios, mas todos nós que somos clientes uns dos outros, sabemos que seguidamente estes fundamentos são esquecidos. A razão, novamente é aquela velha máxima: “não basta saber, é preciso fazer”.
*Fonte: Blog do Marcelo Blume
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Sua infra foi para a nuvem
SÃO PAULO - A computação em nuvem permite às empresas pequenas e médias dar saltos rápidos sem gastar fortunas com infraestrutura.
Criada há seis anos, em Belo Horizonte, como uma pequena distribuidora de games para celular, a Samba Tech mudou seu foco de negócios em 2007 e passou a distribuir vídeos pela internet. Desde então, cresceu 300% e hoje mostra números que impressionam. São cerca de 150 000 vídeos distribuídos para mais de 100 países, 500 milhões de visualizações e 6 000 terabytes de tráfego por ano. A expectativa de faturamento para 2011 é de 15 milhões de reais e entre seus clientes estão o SBT, O Boticário e o portal R7, site de notícias da Rede Record, além de clubes de futebol como Atlético Mineiro e Internacional.
Mas esse crescimento rápido seria penoso se a Samba Tech não tivesse optado por soluções de computação em nuvem no lugar de montar uma estrutura própria de TI. A principal vantagem da nuvem está exatamente em permitir às empresas de pequeno e médio portes dar saltos em ritmo acelerado. Isso acontece porque no cloud computing as companhias armazenam e processam os dados em servidores de parceiros, acessados remotamente. “Tivemos uma redução de 50% nos custos de infraestrutura”, diz Fernando Campos, diretor técnico da Samba Tech.
Além dos custos, apostar na nuvem tem gerado vantagens como alta disponibilidade de acesso às informações, facilidade de integração e menor esforço para a atualização de hardware e software. No caso da Samba Tech, a estrutura para armazenar vídeos e soluções de TI exigiriam muitos servidores físicos. “Precisaríamos de um grande investimento inicial para manutenção, mão de obra; e muitas vezes esses servidores se tornam obsoletos rapidamente”, afirma Campos. “Soluções de cloud computing eliminam esse gargalo.”
Fábio Peciguelo, diretor de operações e data center da DHC, Diveo e Uol Host, que estão em processo de fusão, afirma que os custos são transferidos para o fornecedor — no caso da Samba Tech é a Rackspace Hosting —, que obtém ganhos em escala e os repassa para seus clientes. “Além disso, as empresas pagam sob demanda, ou seja, apenas pela capacidade de processamento que usam”, diz Peciguelo.
Usar a nuvem foi essencial para o sucesso da Zetks, pequena empresa de vendas de ingressos pela internet para shows e eventos, fundada em agosto de 2010 em Salvador, Bahia. O primeiro evento em que operou foi um rodeio, em abril de 2010, quando vendeu 70 000 ingressos. Depois, fez o mesmo para os shows de Paul McCartney no Brasil. Seu próximo megashow é o Rock in Rio, em setembro. “Sem a nuvem, jamais poderíamos trabalhar para grandes eventos”, diz o fundador da Zetks, Camilo Teles. “Não teríamos capital suficiente para investir.” A empresa usa as soluções Azure e BizSpark, da Microsoft, que, entre outras características, permitem que atenda a situações de grande variação de demanda.
“Não sabemos como será a procura por ingressos de um determinado evento”, diz Teles. “Às vezes, um servidor só dá conta, em outras, são necessários mais de 30. Com a solução de cloud computing, quanto mais pessoas acessam o site, mais servidores são disponibilizados pelo fornecedor”, diz Teles. “Isso evita que o serviço fique fora do ar.” A Zetks já triplicou de tamanho desde sua fundação, com mais de 1 milhão de ingressos vendidos, e conta com apenas 12 funcionários.
Segurança ainda é problema
Para a e-Genial, que ministra cursos online de tecnologia e inovação em tempo real, com sede em Sorriso, no Mato Grosso, a nuvem foi determinante para o crescimento. “Somos uma empresa pequena, de investimento próprio, e optar por criar produtos web usando cloud tem como principal objetivo a redução de custos, que, comparados a servidores dedicados, são mais baixos”, diz o diretor de desenvolvimento e inovação Carlos Eduardo Franco.
“Quando começamos, há seis anos, operávamos com servidores dedicados que tinham um custo alto, de cerca de 1 500 reais por mês. Há três anos, optamos pela nuvem e hoje temos um servidor dedicado e todos os outros na nuvem, com custo inicial que vai de 75 dólares (125 reais) a 220 dólares (367 reais) por mês.” Hoje, a e-Genial tem cinco fornecedores de cloud computing, entre eles a Locaweb, a Webbynode e a Amazon EC2. Antes da nuvem, a e-Genial conseguia colocar no máximo 100 pessoas simultaneamente em suas salas de aulas virtuais, número que hoje saltou para 1 000.
Mas nem só as pequenas empresas podem se beneficiar da computação em nuvem. Companhias de maior porte também obtêm vantagens. Um exemplo é a Granero Transportes, fundada em 1967, que passou a utilizar soluções de cloud computing no ano passado, com o Google Apps Premier Edition. Usa ainda o ERP Protheus, da Totvs, e o data center da Ascenty, em São Paulo. “Tínhamos um data center próprio com cerca de 70 servidores, com os diversos aplicativos e 30 técnicos na gestão e na manutenção dessa estrutura”, afirma Rafael Granero, diretor administrativo da transportadora. “Optamos pela desmobilização da área e pela terceirização para eliminar os constantes investimentos pesados em ativos de TI e também na melhoria de performance das aplicações”, diz Granero.
Após a implementação da nova plataforma, melhorou a integração dos funcionários das 60 localidades onde a Granero tem negócios, aumentou a disponibilidade de armazenamento e é possível hospedar vídeos no Google Videos e criar uma intranet por meio do Google Sites. Além disso, os serviços estão mais estáveis, há simplicidade e praticidade na administração das contas, sincronização com dispositivos móveis e redução no volume de spams recebidos. Soma-se a isso uma grande redução de investimentos em servidores físicos.
Apesar do saldo positivo, o cloud computing ainda tem problemas, e o principal deles é a segurança. “Como as pessoas podem acessar a nuvem por meio de diferentes dispositivos eletrônicos e as informações armazenadas são compartilhadas por diversas companhias, inclusive as concorrentes, há receio quanto à segurança”, afirma André Assef, diretor operacional da Desix, especializada em seleção e recrutamento de profissionais de TI.
Rafael Granero cita como outra desvantagem a necessidade de reforço da infraestrutura de telecomunicações da empresa. “Ela fica mais cara, porque a redundância é indispensável”, afirma. Mas, como mostram os exemplos, isso não impede que usem a nuvem de forma bastante criativa.
*Fonte: www.info.abril.com.br
segunda-feira, 18 de abril de 2011
TI tenta driblar falta de bons profissionais
SÃO PAULO - Imagine uma área de atividade em que há mais empregos do que profissionais. E isso não é culpa dos salários baixos, já que em média um trabalhador desse setor ganha 6 000 reais por mês. Só há uma exigência: você precisa dominar a técnica e, quanto mais qualificado, melhor.
Já adivinhou qual é o setor? Isso vem acontecendo na área de tecnologia da informação (TI), cujos profissionais desenvolvem programas e dão suporte a outras áreas que dependem dos computadores e sistemas de uma companhia, ou seja, a empresa inteira.
"O setor tem cerca de 800 000 trabalhadores e faltam outros 100 000", diz Luís Mário Luchetta, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro). E as empresas estão cada vez mais desenvolvendo projetos que envolvem tecnologia. "Fora isso, muitas multinacionais vieram para o Brasil."
Ao todo o país tem 6 000 empresas, 94% delas de micro ou pequeno porte. O analista de sistemas paulistano Rubens Del Monte, de 27 anos, é um exemplo de quem está se dando bem em TI. Ele terminou a faculdade em 2007 e é gerente de projetos da consultoria espanhola Indra. "Nunca fiquei desempregado", diz o analista. Ele fez curso de aperfeiçoamento na Venezuela e na Espanha.
E agora pode receber uma promoção lateral, ocupando outro cargo de gerente na empresa, ou virar diretor. Ao contrário de muitas outras carreiras em que, por exemplo, saber dominar uma reunião já conta pontos, em TI o que vale mesmo é o aprendizado. "A melhor maneira de crescer é ter um conhecimento técnico.
Quanto mais certificados de conclusão de curso, melhor", afirma. A Indra optou por testar esses conhecimentos dando preferência a jovens talentos e os treinando até que estejam preparados. "Só em 2011 já abrimos 200 vagas e devemos abrir outras 200 até dezembro", diz Osvaldo Pires, diretor de RH da empresa. A companhia procura jovens de 19 a 24 anos que tenham formação em cursos de tecnologia.
Os salários para quem começa lá beiram os 2 800 reais. Um profissional sênior ganha 6 000 reais. "Agora, se a especialidade dele for mais requisitada, se ele dominar o sistema SAP, esse valor sobe para 10 000 reais."
Por que falta gente?
A leitura de Françoise é de que há uma desvalorização da carreira técnica. "Os jovens simplesmente não querem seguir esse caminho", afi rma. Resultado: ela leva mais do que o dobro do tempo para fechar uma vaga em TI em relação a outras áreas.
Os profisssonaqis devem ser avaliados em três aspectos: conhecimento técnico, acadêmico e competências comportamentais."Algumas tecnologias que deixaram de fazer parte da grade curricular, mas que ainda são buscadas pelas empresas, são boas opções de especialização", diz Marcello Zappia, diretor de desenvolvimento humano e organizacional da Tivit.
*Fonte: www.info.abril.com.br
Já adivinhou qual é o setor? Isso vem acontecendo na área de tecnologia da informação (TI), cujos profissionais desenvolvem programas e dão suporte a outras áreas que dependem dos computadores e sistemas de uma companhia, ou seja, a empresa inteira.
"O setor tem cerca de 800 000 trabalhadores e faltam outros 100 000", diz Luís Mário Luchetta, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro). E as empresas estão cada vez mais desenvolvendo projetos que envolvem tecnologia. "Fora isso, muitas multinacionais vieram para o Brasil."
Ao todo o país tem 6 000 empresas, 94% delas de micro ou pequeno porte. O analista de sistemas paulistano Rubens Del Monte, de 27 anos, é um exemplo de quem está se dando bem em TI. Ele terminou a faculdade em 2007 e é gerente de projetos da consultoria espanhola Indra. "Nunca fiquei desempregado", diz o analista. Ele fez curso de aperfeiçoamento na Venezuela e na Espanha.
E agora pode receber uma promoção lateral, ocupando outro cargo de gerente na empresa, ou virar diretor. Ao contrário de muitas outras carreiras em que, por exemplo, saber dominar uma reunião já conta pontos, em TI o que vale mesmo é o aprendizado. "A melhor maneira de crescer é ter um conhecimento técnico.
Quanto mais certificados de conclusão de curso, melhor", afirma. A Indra optou por testar esses conhecimentos dando preferência a jovens talentos e os treinando até que estejam preparados. "Só em 2011 já abrimos 200 vagas e devemos abrir outras 200 até dezembro", diz Osvaldo Pires, diretor de RH da empresa. A companhia procura jovens de 19 a 24 anos que tenham formação em cursos de tecnologia.
Os salários para quem começa lá beiram os 2 800 reais. Um profissional sênior ganha 6 000 reais. "Agora, se a especialidade dele for mais requisitada, se ele dominar o sistema SAP, esse valor sobe para 10 000 reais."
Por que falta gente?
A leitura de Françoise é de que há uma desvalorização da carreira técnica. "Os jovens simplesmente não querem seguir esse caminho", afi rma. Resultado: ela leva mais do que o dobro do tempo para fechar uma vaga em TI em relação a outras áreas.
Os profisssonaqis devem ser avaliados em três aspectos: conhecimento técnico, acadêmico e competências comportamentais."Algumas tecnologias que deixaram de fazer parte da grade curricular, mas que ainda são buscadas pelas empresas, são boas opções de especialização", diz Marcello Zappia, diretor de desenvolvimento humano e organizacional da Tivit.
*Fonte: www.info.abril.com.br
terça-feira, 5 de abril de 2011
Empresas usam web para chegar a jovens e inovar
SÃO PAULO - Na década de 1980, os executivos de grandes empresas enchiam o peito para dizer que suas companhias tinham programas de qualidade - na época, um diferencial competitivo.
O desafio então era padronizar os processos de produção e otimizar o tempo de desenvolvimento do produto. Esse período ficou para trás e o maior desafio das empresas na atualidade é inovar.
Criar o novo já se tornou uma questão de sobrevivência em um mercado de competição global. Por isso, as corporações que querem ter um negócio sustentável têm buscado - dentro e fora de casa - ferramentas que impulsionem o surgimento de projetos no mínimo inspiradores.
"Raramente ideias inovadoras são encontradas dentro da organização. O ambiente corporativo deforma os funcionários e faz com que eles percam a criatividade", diz o holandês Hans van Hellemondt, especialista em inovação.
O diretor de ambientes digitais e inovação da construtora Tecnisa, Romeo Bussarello, acredita que as pessoas estão executando muito e criando pouco, como se operassem no automático. "Trabalhamos demais, concentrados na rotina diária, nos prazos, e não conseguimos ter novas ideias. As organizações nos deixam embrutecidos e temos que ter humildade de ir para o mercado buscar inspiração", diz o executivo.
Observando essa tendência no Brasil, Hans trouxe para cá uma ideia que surgiu na Holanda em 2005, o site Battle of Concepts (BOC). Aqui, ele se associou à empresa TerraForum e traduziu o nome do site para Batalha de Conceitos, que estreou no final de 2009.
Na página, as companhias lançam desafios online, normalmente relacionados a problemas interno dos negócios, e estudantes universitários ou jovens profissionais, com idade entre 17 e 30 anos, postam suas soluções. "O funcionário é cobrado por resultados. Ele não pode desviar das metas e das tarefas do dia a dia, e por isso não consegue criar.
Há pressão para inovar, mas não há tempo para isso. Já nas universidades, os estudantes têm tempo e, por isso, os resultados lá são melhores", diz o executivo- chefe da TerraForum, José Cláudio Terra. A vantagem desse modelo é que os profissionais estão expostos a outros ambientes que não o de uma corporação e, dessa forma, têm a cabeça aberta para experimentar.
O melhor é que esses estudantes estão criando projetos com quase o mesmo nível de profissionalismo encontrado nas corporações, às vezes, em áreas que não são as deles.
"O modelo permite reunir jovens talentos com competências técnicas, mas que não estão sob a pressão do cotidiano das empresas", completa Mônica Reiter Bissi, gerente de RH da Vopak, empresa especializada em armazenamento de gás liquefeito, óleos e produtos petroquímicos.
No site, as empresas ficam com a propriedade intelectual dos projetos, podendo ou não colocá-los em prática. As dez melhores soluções dividem cerca de 15 000 reais. Já participaram do BOC 7 000 estudantes, 180 universidades e 13 grandes empresas, como Ambev e Natura.
Vitrine de talentos
De quanto mais batalhas o jovem participa, maiores as chances de conquistar os Battle Points (pontos) e mais inovador será considerado. O site apresenta um ranking dos alunos e das universidades mais bem colocadas. "De um lado, as empresas têm desafi os e querem a ajuda de jovens para resolvê-los.
De outro, os estudantes têm necessidade de mostrar para o mundo seu talento", diz o holandês Hans van Hellemondt. Na Holanda, o site ficou tão famoso que jovens profissionais passaram a colocar os pontos no currículo. E tudo indica que aqui iremos pelo mesmo caminho.
"Recebemos ligações de um banco pedindo os contatos dos 20 primeiros jovens do ranking porque eles querem contratá-los", diz José Cláudio Terra.
E a ideia é essa mesmo. As empresas não necessariamente estão buscando soluções prontas. Elas querem insights e, principalmente, o contato com os bons talentos.Caos focado
Foi esse o nome que o grupo de três estudantes de engenharia mecatrônica da Poli-USP deram ao processo de brainstorm que criaram. Daniel Damas, de 25 anos, Miguel Chaves, de 25, e Diogo Dutra, de 24, têm em comum a vontade de trabalhar com inovação. Miguel trouxe de um curso no Instituto de Tecnologia de Massachusetts a experiência sobre processo de criatividade e Diogo trouxe de um intercâmbio na França teorias do curso de engenharia de design.
Juntos, transformaram a casa do amigo Daniel num laboratório onde reúnem pessoas de diversas áreas em busca da diversidade de pensamentos. "A mistura traz idéias criativas", diz Daniel. A cada encontro, depois de muitos postits, eles têm cerca de 300 ideias. O grupo se classificou em 1o lugar na Batalha da Tecnisa. Criaram o projeto de um condomínio de prédios que sequestra gás carbônico (CO2) e o vende no mercado de créditos.
Dessa forma, os moradores se apropriariam do dinheiro e não teriam de pagar as taxas de condomínio. "Quem economizar mais na emissão de CO2 vende cotas para os vizinhos", afirma Diogo.
Eles ficaram em 6º lugar na Batalha da Vopak e em 3º na Inovatec, feira de inovação do governo de Minas Gerais.
"Várias empresas nos convidaram para trabalhar, mas não aceitamos porque vamos montar a nossa própria companhia", diz Miguel. Na Batalha, a Tecnisa recebeu 52 soluções e montou uma equipe de avaliação. "Não queremos ideias prontas, mas, sim, a inspiração que mova nosso pessoal", afirma Romeo Bussarello.
Administração compartilhada
Na Holanda, até o setor público entrou na brincadeira. "Lá, o Ministério da Educação pediu ideias do que poderia ser feito para diminuir o índice de 30% de alunos que deixam a faculdade pública no primeiro ano. Com isso, o governo mostra que quer se aproximar dos líderes do futuro", diz o holandês Hans van Hellemondt.
Seguindo o exemplo, Minas Gerais lançou uma batalha na feira Inovatec. "O governo saiu da caixa e começou a trabalhar com a sociedade. O normal é o governo criar e levar para fora. Aqui, ele tenta compartilhar, para ser mais eficiente", diz Heber Pereira Neves, coordenador da Inovatec.
A dupla vencedora foi a de estudantes de publicidade da ECA-USP, Eric Anacleto Ribeiro, de 21 anos, e Bárbara Doro Zachi, de 22. Eles propuseram criar um portal com sistema de feed, desenvolver um aplicativo para smartphone, realizar pop up stores e uma disputa por empresas juniores.
"A proposta foi uma das mais criativas. Reuniu processos que já existiam em um só", afirma Heber. A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais deve unir várias ideias em um único projeto.
"Participar de um desafio aberto de inovação valorizou o meu currículo e aumentou minha confiança diante de desafios que posso encontrar no mercado", diz Bárbara. Eric concorda: "Aprendi muito mais do que nas próprias aulas da faculdade, porque vivemos a teoria na prática".
Experiência no currículo
Gabriel Estevam Domingues, de 22 anos, estudante do primeiro ano de engenharia ambiental na Unimonte, em Santos, pegou o gosto pela pesquisa por causa do BOC. Ficou sabendo do site pelas redes sociais e resolveu aceitar o desafio proposto pela Vopak, empresa do setor químico.
Ele desenvolveu um processo de aquecimento por traços elétricos, que converte energia elétrica em térmica e somou a isso conceitos de isolamento nos tanques e nas tubulações. Para convencer a empresa, apresentou um projeto abrangente. Fez cálculos de calorimetria, um memorial descritivo no qual explica os cabos que seriam utilizados e um pequeno estudo de viabilidade econômica.
“O projeto do Gabriel foi o que apresentou mais elementos que poderiam ser colocados em prática", diz Mônica Reiter Bissi, gerente de recursos humanos da Vopak com sede em Santos, no estado de São Paulo.
Para lançar a batalha, a companhia se utilizou de um processo de inovação aberto internamente. "Pedimos a participação dos funcionários para que nos ajudassem a identificar quais seriam os nossos desafios. Isso estimulou a reflexão", conta Mônica.
Para a Vopak, alguns fatores são importantes: o estreitamento de laços com jovens talentos e o reforço da cultura de inovação entre os colaboradores. Gabriel participou de duas batalhas dessa companhia, ficou em 1o e 2o lugar e está em 3o lugar no ranking geral. "Antes, eu mandava meu currículo e não era aceito porque não tinha experiência. Agora, estou até recusando proposta de trabalho", diz o estudante.
Um convite à inovação aberta
Na mesma onda do Batalha de Conceitos, outros sites estão surgindo. Já existe o Zooppa, no qual empresas lançam seus desafios voltados à publicidade, e artistas criam peças publicitárias e até campanhas em vídeo. Os prêmios são polpudos, aproximadamente 10 000 dólares para o escolhido. Grandes marcas têm passado por lá, como Riachuelo, Sprite, Axe, Greenpeace e Tecnisa.
Inspirada pelo BOC e pelo Zooppa, a Tecnisa criou seu próprio site de inovação aberta, o Tecnisa Ideias. Em menos de 60 dias, foram enviadas 500 ideias. "Recebemos inspirações que nos levam a outras ideias", diz Romeo Bussarello.
A Whirlpool também tem duas ferramentas de inovação aberta: o Freedom, um projeto da Brastemp que propõe o desenvolvimento de eletrodomésticos conceito, processo de criação conjunta com consumidores para entender suas reais necessidades e colher percepções.
E o Prêmio Inova, que incentiva pesquisas em tecnologia, inovação e design entre estudantes e professores de graduação e pós-graduação. "Nesse tipo de iniciativa, a expectativa é que uma resposta criativa se some às ações já desenvolvidas pela empresa. Afinal, promove o contato com um público que está exposto a outro tipo de ambiente, por isso, tem referências e pontos de vista diferentes, que só agregam ao processo", diz Mario Fioretti, gerentegeral de design industrial e inovação da Whirlpool.
*Fonte: www.info.abril.com.br
7 regras de etiqueta para o e-mail corporativo
SÃO PAULO - Assim que sai da caixa de saída, o e-mail corporativo envia não só dados importantes sobre as funções ou negócios, mas também diz muito sobre o remetente da mensagem.
Estilo de escrita, formas de agradecimento e o bom uso da ferramenta transmitem ao destinatário impressões sobre a personalidade de quem envia o e-mail. “Tudo o que está vinculado ao profissional no ambiente de trabalho o representa, por isso é importante que a pessoa sempre passe uma imagem de credibilidade e comprometimento”, explica Romaly Costa, consultora de etiqueta empresarial.
Mesmo que parte da comunicação entre colegas de trabalho ou com clientes e colaboradores seja feita, hoje, também por mensagens instantâneas e telefones - e há quem use as redes sociais, o e-mail ocupa boa parcela da rotina de trabalho. Veja algumas regras de etiqueta que indicam um bom uso do e-mail corporativo:
1. E-mail corporativo só para trabalho
O e-mail trocado tem conteúdo que pode ser lido pelo seu chefe? Se a resposta for não, ele deve sair do endereço de e-mail pessoal. “Assim como as demais ferramentas de trabalho, o e-mail corporativo deve ter uso restrito para assuntos profissionais”, explica Ruth Bandeira, diretora da De Bernt Entschev Human Capital.
A diretora desencoraja o uso do e-mail corporativo para críticas ou fofocas. “Hoje em dia, o e-mail tomou o lugar do ‘cafezinho’ e as pessoas já não precisam mais levantar para comentar determinado assunto, usando o e-mail profissional para isso”, diz Ruth.
A má utilização do e-mail do trabalho pode ser causa de demissão. “É cada vez mais comum o vazamento de informações via e-mail ou mídias digitais que podem causar danos à empresa”, explica a advogada especialista em Direito Digital, Cristina Sleiman.
2. Diga sim à concisão
Ir direto ao ponto o mais rápido possível, sem deixar de fora o que é essencial. A sugestão parece fácil, mas nem sempre é lembrada na hora de explicar ao cliente um assunto delicado ou descrever um procedimento no trabalho.
No meio de tanta a coisa a ser resolvida, os e-mails mais claros e objetivos são mais eficazes para transmitir a mensagem desejada e evitam o desperdício de tempo.
3. Abraços, abs ou bjo?
A comunicação profissional deve ser, de preferência, clara e sem abreviações. Isso significa que o uso de “vc” para “você” ou “qdo” para “quando”, por exemplo, pode ser evitado.
“As abreviações podem até facilitar quando são usadas em intranet, como em sistemas de mensagens instântaneas corporativo, mas as palavras devem ser, de preferência, escritas completas nos e-mails”, sugere Ruth.
No caso de finalizar uma mensagem, a forma de cumprimento “obrigado (a)” é o mais indicado pela consultora. Para Ruth, quando há um pouco mais de intimidade, o “abraço” ou “abs” pode ser utilizado, mas o “beijo” ou “bjo” deve estar restrito ao círculo pessoal.
4. Não tropece nos erros de português
Na dúvida, cheque sempre um dicionário e não arrisque a sua credibilidade por conta de uma cedilha ou letra trocada. Como em qualquer outro texto, a capacidade de escrita do profissional está sendo analisada no e-mail, por isso a necessidade de sempre respeitar as regras gramaticais e o uso de vírgulas.
O uso coloquial do português nem sempre cai bem em uma mensagem relacionada à rotina de trabalho. “E as gírias e palavrões estão proibidas em e-mails profissionais”, alerta Ruth.
5. Cuidado com o botão “enviar”
Um clique dado por engano e o e-mail é enviado pela metade ou com informações incorretas. Na hora de escrever, é importante checar com precisão as informações para ter certeza de que elas serão enviadas da forma desejada.
Da mesma forma, cuidado com o envio de mensagem ao destinatário incorreto. Uma dica que pode ajudar muita gente é deixar o campo “Para” para preencher após a escrita do texto, o que pode prevenir um e-mail enviado antes da hora.
6. Enfeites no e-mail podem ir para a lixeira
Nem sempre é fácil expressar a emoção desejada em uma mensagem apenas com palavras. No caso de e-mails profissionais, no entanto, não caia na tentação dos emoticons.
O uso de emoticons, variações de fonte, cor - e há quem use papel de carta para e-mail - pode afetar a percepção do destinatário sobre a credibilidade e profissionalismo de quem escreveu o e-mail.
“Mensagens com muitos enfeites podem até mesmo ser barrados pelo próprio filtro de spam do e-mail ou ir direto para lixeira sem ser lido”, diz Ruth. Para a consultora, discrição, bom senso e elegância são uma boa pedida.
7. E-mail de despedida sem muitas emoções
A saída de uma empresa pode ser um momento delicado para o profissional e o ideal é evitar se expôr demais por e-mail. “Assim como a primeira impressão, a despedida do trabalho precisa ser a melhor possível, com discrição, educação e pontos positivos”, sugere Ruth.
Expressões como "foi bom enquanto durou" ou sentimentalismos devem ser evitadas por se tratar de um e-mail profissional. No caso de uma despedida mais pessoal de pessoas próximas no trabalho, o ideal é que seja feito pelo e-mail pessoal.
Deixar os contatos, ser conciso e não demonstrar ressentimentos mantém o networking e evita desgastes. “É de bom tom também mandar um e-mail geral e não apenas para algumas pessoas, assim como não sair sem se despedir”, indica a consultora.
No caso de profissões da área comercial ou de contato direto com clientes, vale também consultar a chefia para se despedir e indicar quem assumirá o lugar.
*Fonte: www.info.abril.com.br
segunda-feira, 28 de março de 2011
Qual o peso do Diploma?
SÃO PAULO - Experiência e um bom pacote de certificações substituem a graduação? Nas grandes empresas, não. Mas se a ideia é empreender, o canudo pode não fazer falta.
O que Bill Gates, Steve Jobs, Michael Dell e Mark Zuckerberg têm em comum, além de serem empreendedores bem-sucedidos e milionários? Os quatro ícones da tecnologia tinham pressa e não concluíram seus cursos universitários. Com uma boa ideia na cabeça e muita disposição, eles fiz eram uma opção arriscada e se deram bem, muito bem. Mas será que hoje o mercado aceita p r o fissionais que não têm um canudo de graduação? A resposta para essa pergunta passa por duas variáveis: a área escolhida e as ambições do profissional. Se a intenção é trabalhar numa grande empresa ou banco e ainda combinar tecnologia com negócios, o diploma conta, sim, e muito. Se, por outro lado, a opção for montar um negócio próprio ou trabalhar em empresas pequenas e médias, experiência de mercado e um bom conjunto de certificações podem ser mais do que suficientes .
Veja o caso de Jorge Cenci, de 53 anos. Sem diploma de nível superior, mas com experiência de sobra, Cenci é hoje presidente da Senior Sistemas, empresa que desenvolve software para gestão empresarial. Ele entrou no mercado há 30 anos, quando nem se falava em graduação para a área de tecnologia. "Foquei a carreira em cursos técnicos e certificações", afirma Cenci. Técnico em contabilidade e administração de empresas, ele chegou à Senior Sistemas em 1990, para dirigir as áreas comercial e financeira. Depois de 13 anos de bons resultados, assumiu a presidência da companhia.
Histórias como a de Cenci são comuns no mercado de tecnologia. Segundo André Assef, diretor operacional da consultoria de RH Desix, muitas vezes experiência e boas certificações contam mesmo mais do que quatro anos de faculdade. "Nunca vi uma empresa de pequeno ou médio portes recusar um profissional de tecnologia por não ter ensino superior. Isso só acontece nas grandes companhias", afirma Assef.
Só com diploma?
Na BRQ IT Services, fornecedora de serviços de TI, a graduação não é essencial para cargos técnicos. Segundo Andrea Quadros, diretora de RH, o mais importante é a experiência em outras empresas, as certifi cações e o conhecimento de diferentes linguagens de programação. "Não fazemos restrição. Procuramos olhar sempre para o histórico profissional", diz Andrea.
Funcionário da BRQ desde 2000, Ivan Bodelon Rissato, de 34 anos, avançou na carreira sem formação superior. Entrou como analista de sistemas e logo percebeu que o aprendizado em diversas linguagens de programação e as certificações, aliadas à experiência, trariam crescimento mais acelerado e foi em frente. Hoje, Rissato é gerente de projetos e sua meta é chegar a diretor. Para isso, investe também no conhecimento de negócio, além da técnica.
Na área de TI há 15 anos, Luciano Grenga, de 34 anos, também nunca se deparou com a necessidade de um diploma de nível superior. Coordenador de TI da Foothills, empresa de médio porte da área química, Grenga cursou três anos de administração de empresas com ênfase em análise de sistemas, mas trocou a faculdade pelo trabalho. "A graduação é importante, mas não essencial", diz Grenga.
Nas grandes corporações ou bancos, como o Itaú Unibanco, experiência e bom portfólio são importantes, mas formação superior é essencial.
A superintendente de consultoria do banco, Vera Bernardino, diz que a área de TI é core business no sistema financeiro e, por isso, é importante que o profissional seja mais do que um técnico. "Ele deve ser um consultor em tecnologia. E para isso a formação superior é o primeiro passo", afirma Vera.
No banco Santander, diploma também é fundamental no processo de seleção. O diretor de RH do banco, Marco André Ferreira, afirma que profissionais de tecnologia devem necessariamente ter ligação com negócios e para isso a graduação é essencial. "Nossa equipe de tecnologia se relaciona com as áreas de negócios e por isso buscamos profissionais de TI com uma visão abrangente, proporcionada pelo ensino superior", diz Ferreira. Assim, se a intenção é atuar em bancos do porte do Itaú Unibanco e do Santander, ou fazer da TI um instrumento de negócios, a graduação precisa, sim, entrar nos planos. "Hoje, os grandes executivos de TI são extremamente qualificados e graduados", diz Renato Gutierrez, consultor sênior de capital humano da Mercer.
O consultor Alfredo Pinheiro, presidente da Compass Management Consulting, faz uma distinção entre a área técnica e a de business. Na técnica, é possível encontrar pessoas competentes sem ensino superior que vão crescer e se dar bem na carreira. "Mas estamos falando de casos isolados. Hoje, mais do que nunca, os diplomas importam, assim como MBA e pós-graduação." Mas Pinheiro acredita que a veia empreendedora pode muitas vezes substituir a formação acadêmica. Isso leva a histórias como as dos fundadores da Microsoft, da Apple, da Dell e do Facebook, que correram atrás de um sonho na juventude e trocaram as aulas formais pelo desejo de acontecer.
*Fonte: www.info.abril.com.br
sexta-feira, 25 de março de 2011
Quais são os três principais fatores para o sucesso em terceirização?
Por mais cuidados, detalhes, processos e teorias que se possam ter durante a terceirização de um serviço, pode-se eleger três fatores como os decisivos para seu sucessos ou fracasso: lucratividade para o fornecedor, qualidade do serviço para o contratante e gestão da mudança.
Lucratividade para o fornecedor
A lucratividade para o fornecedor é o mais importante, ninguém trabalha de graça e muito menos no prejuízo. Alguns fornecedores conseguem “aguentar” mais tempo que outros um caixa deficitário, mas somente até que a esperança em recuperar o “investimento/prejuízo” exista. A partir do momento em que o fornecedor não acredita que o prejuízo possa ser recuperado, abandonará o contratante o mais rápido possível. Por isso, o contratante jamais deverá acreditar que a viabilidade do negócio é exclusividade do fornecedor. É necessário que o contratante informe todos os possíveis problemas que incidirão em custo para o fornecedor, inclusive, sendo honesto ao revelar suas deficiências.
Algumas questões como produtividade esperada, volume mínimo de serviço, sazonalidade e prazo são cruciais. Todas elas impactam fortemente nos custos, e por consequência nos preços, e por consequência no faturamento, e por consequência na lucratividade. As questões apresentadas denotam que o contratante tem o próprio negócio, ou processos internos de suporte, sob controle ou maduros. Se isso não for verdade, o contratante não tem gerentes com visão de negócio e não serão bons parceiros para o fornecedor. Gerentes que não entendem do negócio que conduzem, ou seja, que não gerenciam, criarão dificuldades extras que vão além das dificuldades próprias dos processos de terceirização.
Qualidade do serviço para o contratante
A qualidade do serviço prestado pelo fornecedor é o segundo fator mais importante. Ninguém gosta de pagar “para não levar”, pagar mais por menos ou pelo mesmo. O que se quer é pagar menos por mais ou pagar mais por mais. Aceita-se pagar o mesmo pelo mesmo e pagar menos por menos, porém, é difícil que essa aceitação dure muito tempo nos negócios de terceirização.
Para se ter noção do que é “pagar mais” e do que é “por mais” deve-se estabelecer medidas objetivas para essa percepção. Quando se lida com produtos tangíveis, a discussão é menos difícil de ser equalizada, no entanto, serviços, ou os intangíveis, exigem bem mais esforço para se chegar a acordos do que seja bem feitos ou mal feitos e qual é o valor disso, mas é um esforço imprescindível.
Quando se consegue um negócio lucrativo para o fornecedor no qual o contratante paga menos por mais qualidade, teremos a realização do sonho de qualquer administrador, pois isso é o mesmo que dizer que houve aumento da eficiência ou, em uma linguagem mais popular, “criou-se um time que está ganhando”, o difícil negócio ganha-ganha. Infelizmente, não se pode ser tão otimista quando o fornecedor consegue lucratividade entregando mais qualidade por mais preço. Isso ocorre porque não é sempre que o contratante está disposto a pagar mais. Dependendo da área de atuação do contratante, o preço do produto final ao comprador é decisivo para efetivação das vendas e para aumento da receita. Logo, mesmo que haja mais qualidade envolvida, e isso sempre é desejável, não se pode pagar mais. Então, temos problemas, e o fornecedor terá de se ajustar.
Nessa seara, do mais por mais, a área de Tecnologia da Informação (TI) e o setor público enfrentam grandes dificuldades. Na área de TI, porque é notório o grande desperdício de recursos: hardware com capacidade muito além do que se necessita e software com funcionalidades que nunca serão utilizadas e, tudo isso, embutido nos preços sem que o contratante/comprador tenha noção. No setor público, é quase impossível comprar a “coisa” mais cara ou, durante a vigência de um contrato, reajustar o preço porque mais qualidade foi conquistada, mesmo que o contratante queira pagar mais (Lei 8666).
Gestão da mudança
O terceiro fator para o sucesso é a correta gestão da mudança, ou seja, o convencimento das pessoas envolvidas na transição do modelo “faço eu mesmo”, que existia até se decidir terceirizar, para o modelo “comprando de alguém”.
Quando se instala um ambiente de mudança instalam-se a insegurança, o medo, as aspirações, as competições, as rotinas defensivas, entre outras emoções que devem ser consideradas e tratadas. As pessoas, geralmente, não gostam de mudanças quando são elas que têm de mudar. Se o serviço de um determinado setor ou departamento será terceirizado, os funcionários daquele lugar irão querer saber por que e o que será feito deles.
Infelizmente, na maioria das vezes, as empresas mentem dizendo que não há preocupações, pois todos serão reaproveitados; outras vezes, as empresas fingem que irão ajudar na recolocação dos demitidos e outras vezes não dizem nada, e somente demitem. Aqueles funcionários que de alguma forma conseguem se manter empregados, na maioria das vezes terão o salários e benefícios reduzidos. Ou seja, para a maioria das pessoas, a palavra terceirização já é sinônimo de preocupação, ansiedade e estresse.
No setor público, onde ninguém será demitido, outras questões devem ser tratadas, ouvindo-se as reclamações dos funcionários, como: “porque não se faz concurso”, “porque não se melhora a motivação e produtividade”, “porque não se dá melhores condições de trabalho”, “porque tem tanto chefe e pouco operário”, “de quem é a empresa que irá prestar o serviço”, “porque os funcionários terceirizados ganham pouco e a empresa ganha muito”, entre outros tantos porquês, sendo estes verdadeiros ou falsos.
Vencido o desafio de convencer o “povo” de que a terceirização será benéfica para o contratante e não é uma ameaça para os funcionários, entramos no momento mais difícil: ensinar os funcionários do contratante e do fornecedor a trabalharem juntos, respeitando questões jurídicas e da boa convivência.
Os contratos que trazem desafios bastante distintos são os do tipo bodyshop (funcionários do contratante e do fornecedor trabalhando juntos) e os contratos em que o contratante também continua fazendo o serviço que contratou (terceirização parcial de um processo). No bodyshop, o problema é impedir o “desprezo” que os funcionários do contratante manifestarão pelos contratados. Esse desprezo é sutil, mas não o suficiente para que os funcionários do contratado não percebam. Em pouco tempo, o contratado “se coloca em seu lugar”, pois nada que é realmente importante ficará a cargo dele. Logo, os efeitos disso aparecem na motivação, na qualidade e na produtividade do trabalho.
No modelo de terceirização parcial, o grande problema é se criar uma relação de confiança, estabelecer o que cabe aos funcionários do contratante e do fornecedor. É comum que os funcionários do contratante queiram receber serviços melhores do que eles próprios conseguiriam produzir ou, ao se depararem com um serviço melhor, se questionem qual será o seu lugar na empresa no futuro. Também é comum, no início do contrato, o fornecedor não conseguir entregar o serviço da maneira esperada, assim, as dúvidas dos funcionários do contratante sobre a qualidade dos serviço dos terceiros são reforçadas.
Grandes empresas que permitem que seus departamentos tenham autonomia para decidirem terceirizar podem usar a terceirização como “bode expiatório” e não como negócio. Terceiriza-se para ter com quem dividir a culpa da má qualidade e dos altos custos de determinado serviço. Empresas que não têm maturidade em seus processos terão de efetuar mudanças, pois, se contratarem um fornecedor com processos menos maduros, terão de ensiná-lo a trabalhar. Se o fornecedor tiver processos mais maduros, o contratante terá de aprender. Porém, muitas vezes, nenhuma das partes (os funcionários dessas partes) entende que precisa aprender, ou não quer, ou não sabe como ensinar.
Concluindo
Os três fatores apresentados são decisivos para o sucessos da terceirização - a falha no tratamento de qualquer um deles é a certeza de uma terceirização fracassada. De nada adianta ao fornecedor oferecer serviço de qualidade se não está ganhando dinheiro com isso. De nada adianta um fornecedor ter lucratividade se não oferecer serviços de qualidade ao contratante. É impossível realizar serviços de qualidade e lucrativos com pessoas sabotando (sem comprometimento) cada atividade envolvida na execução do trabalho e aquelas necessárias ao andamento da boa relação contratante/fornecedor.
*Fonte: www.imasters.com.br
quinta-feira, 24 de março de 2011
O projeto de lei que ainda tramita e quer restringir a profissão de informática no Brasil
Um matemático e um físico, hoje considerados cientistas da computação, estão entre os que mais contribuíram para a computação moderna. Refiro-me a Turing e a Dijkstra. Um aluno que não terminou o primeiro semestre da graduação fundou uma das maiores empresas de informática do mundo. Falo de Steve Jobs. Zuckerberg criou o Facebook do seu dormitório em Harvard. Mas já era um excelente programador antes mesmo de iniciar a graduação. No Brasil, Silvio Meira graduou em Engenharia Eletrônica.
Entretanto, caso o projeto de lei do Senado (PLS) 607/07 já estivesse em vigor, as pessoas acima, além de milhares de outras, não poderiam ter atuado na área de informática no Brasil. Isso porque o projeto, como já escrevi antes, em 2008, propõe restringir a profissão de analista de sistemas somente a graduados em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Análise de sistemas, no caso, compreende um universo inteiro de atividades incluindo “definição, estruturação, teste e simulação de programas e sistemas de informação”, “elaboração e codificação de programa”, “suporte técnico e consultoria especializada em informática e automação”, “ensino, pesquisa, experimentação e divulgação tecnológica” e “qualquer outra atividade que, por sua natureza, esteja incluída no âmbito de suas profissões”. Ou seja, todo o processo de pesquisa e de produção de software ficará restrito aos profissionais com diploma na área.
Não é difícil prever as consequências dessa restrição dado o incentivo que a lei criará. Basta olhar para as profissões de médico e advogado. A restrição destas a graduados em medicina ou direito e, no caso de direito, o Exame da Ordem, garantem reserva de mercado, mas não necessariamente a qualidade dos profissionais. O diploma é um pedaço de papel que não muda com o profissional. O papel e a tinta nele impressa não se atualizam e não adquirem experiência. Pelo contrário, com o tempo ficam amarelados e se desgastam. Assim, estimular um profissional a se apegar ao diploma (uma vez que ele é que garantirá acesso ao mercado de trabalho) é estimular a mediocridade do comodismo. Passaremos a ter menos profissionais disponíveis e mais acomodados com a certeza de que o diploma garantirá a eles trabalho.
Pior para uma área como a de informática que carecerá sempre de mão-de-obra qualificada. Especificamente softwares customizados, estes das fábricas de software que são dominantes no Brasil, têm essa necessidade em sua essência. Quanto mais projetos (e cada um tem especificidades do cliente em questão) e diferentes domínios, mais pessoas são necessárias, incluindo especialistas nos respectivos domínios. Empresas como Infosys e Wipro (as maiores da Índia) têm um grande número de profissionais e vários são de diferentes áreas de conhecimento. Essas duas empresas são referência no mundo todo e possuem o maior nível da certificação CMM, que mede a qualidade dos processos de produção de software. A Índia, um dos países que mais exportam software no mundo, não possui lei para restringir o mercado aos analistas de sistemas.
Ao contrário, a Índia possui leis que dão incentivos para que essas empresas e profissionais mantenham-se atualizados e competitivos. Coreia do Sul e Taiwan também são exemplos de onde o governo teve papel decisivo para criar as condições para que o setor em seus países se fortalecesse. Isso se dá através de políticas de incentivos, estabelecimento de parques tecnológicos, redução de impostos, melhoria da educação, e melhoria da infraestrutura. Mais especificamente, essas ações macro precisam vir alinhadas ao estímulo à produção científica, à inclusão digital, à formação de arranjos produtivos para estimular a produção nacional de software, e ao apoio para qualificação dos processos de produção das empresas e profissionais. Tudo isso com o objetivo de tornar o setor de informática mais competitivo e acessível, e não mais regulamentado e restrito como essa lei quer fazer.
*Fonte: www.imasters.com.br
quarta-feira, 23 de março de 2011
Maturidade profissional
Maturidade profissional... hum... que conceito subjetivo, não? Se perguntarmos para dez pessoas diferentes teremos dez respostas diferentes! Afinal o que vem a ser a tão almejada maturidade profissional?
De uma coisa eu tenho plena certeza: maturidade profissional definitivamente não está relacionada com anos de trabalho!
Na verdade, um dos grandes pilares da maturidade é o auto-conhecimento. Fazendo uma analogia com a conhecida análise “S.W.O.T.”, um profissional maduro tem plena clareza de quais são suas forças (talentos), suas fraquezas (dificuldades), oportunidades (na empresa ou fora dela) e ameaças (metas inatingíveis, crises mundiais, etc.).
Na prática, a maioria tende a recomendar este tipo de análise a outras pessoas... “que bom seria se meu chefe (subordinado, parceiro, etc...) fizesse isso...” Raríssimos são aqueles que realmente adotam esta prática para si próprios – que encaram o espelho de frente e vão até o fundo do poço deste processo, pois o medo do que vão encontrar os impede de ir além do superficial.
Mas quem consegue superar o próprio medo, adquire segurança suficiente para não temer feedbacks, subordinados, pares, ou, até mesmo, contra-argumentar com um superior, pois ele sabe seu valor para a empresa e a equipe de trabalho.
Aliás, este profissional não precisa ganhar uma discussão apenas para ter a satisfação de ver prevalecer sua opinião. Ele sabe a hora de se posicionar e sabe a hora de se calar. Na verdade, ele não precisa disto para alimentar um ego fraco, pois tem uma estrutura psíquica fortalecida pelo seu próprio conteúdo.
Da mesma forma, não precisa de elogios e “confetes” para saber seu valor para a equipe e para a organização. Ele reconhece em si mesmo os méritos e os fracassos e não sente a necessidade de provar nada a ninguém.
Ciente de suas dificuldades, o profissional maduro age fortemente sobre elas. Assim, sua relação com a empresa e seus representantes é franca e transparente, já que não precisa se utilizar de subterfúgios para manter sua posição.
Diante de uma crise, este profissional mantém-se em pleno equilíbrio, pois sabe que, mesmo sendo difícil uma solução ideal, nenhum problema é completamente insolúvel. Assim, ele aciona seus talentos e recursos para encontrar a melhor saída, e decide cônscio de que fez a escolha que mais lhe pareceu correta no momento.
Maturidade profissional também traz consigo a habilidade de ir além, de administrar os diversos aspectos da vida sem sacrifícios desnecessários a nenhuma das partes. Um profissional maduro também não deixa de valorizar e equilibrar seus compromissos de trabalho e pessoais, pois sabe a importância de uma boa qualidade de vida e sabe o quanto um lado afeta e compromete o outro.
O profissional maduro tem consciência de que uma empresa dá emprego e salário pra inúmeras famílias de toda a cadeia produtiva, assim, atender ao coletivo torna-se infinitamente mais importante do que o individual. Essa é sua responsabilidade social. Assim, aquele que tem a segurança da maturidade busca o que é melhor para a empresa, para o coletivo, em detrimento de seus interesses pessoais.
Mesmo porque, este profissional sabe quais as oportunidades que dispõe para atender aos seus objetivos e não precisa sacrificar o coletivo em prol de seus próprios objetivos – o que seria uma atitude egoísta, característica dos primeiros anos da infância humana.
Consciente, responsável, seguro... MADURO! Sonho de consumo? Para quem? Para a empresa, para o chefe ou para você? Você estaria disposto a enfrentar esta difícil jornada que começa pelo desafio de desnudar-se para si próprio?
Podemos ter poderes limitados para agir sobre as coisas que nos rodeiam, mas, certamente, temos plenitude sobre nós mesmos.
*Fonte: www.administradores.com.br
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